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Metalcred
 Envie este contúdo por e-mail  O cooperativismo surgiu em meio à Revolução Industrial na Inglaterra, em 1844. Acostumado com um trabalho artesanal, um grupo de tecelões de Manchester decide criar uma sociedade de consumo, buscando alternativas para valorizar a coletividade e facilitar seu acesso a artigos de primeira necessidade. Assim nasce o movimento cooperativista que conquistou o mundo, e hoje está presente no Brasil em 13 ramos de atuação, como habitacional, educacional, saúde, entre outros.
Atraídos pelas novas fábricas, os trabalhadores do campo migraram para a cidade. O excesso de mão-de-obra daí resultante fez com que as pessoas tivessem que se submeter a ocupações sem as mínimas condições: jornadas de trabalho de até 16 horas e salários miseráveis. Mulheres e crianças também passaram a ingressar no mercado de trabalho em condições ainda piores. Era necessária uma forma de resistência à exploração da classe trabalhadora.
Assim, o cooperativismo surge na Inglaterra. A data oficial é 21 de Dezembro de 1844. Foi o dia em que foi fundada a primeira organização desse tipo. Nos arredores da cidade de Manchester, em Rochdale, um grupo de 28 tecelões se uniu para comprar, em conjunto, itens de primeira necessidade, como alimentos, por exemplo. A primeira sociedade chamava-se “Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale”.Trata-se da primeira cooperativa da história e estava baseada sobre os seguintes princípios:
* Formação de um capital social para emancipação dos trabalhadores, viabilizado pela poupança resultante da compra comum de alimentos;
* Construção ou aquisição de casas para os cooperados;
* Criação de estabelecimentos industriais e agrícolas voltados à produção de bens indispensáveis à classe trabalhadora, de modo direto e a preços módicos, assegurando, concomitantemente, trabalho aos desempregados ou mal-remunerados;
* Educação e campanha contra o alcoolismo;
* Cooperação integral, com a criação gradativa de núcleos de comunidades piloto de produção e distribuição, que seriam multiplicados através da propaganda e do exemplo, visando a fundação de novas cooperativas.
O movimento aparece como uma alternativa à exploração da classe trabalhadora. Enquanto a lógica do capitalismo institui a competição, esse sistema estimula a cooperação. Cada um dos 28 tecelões entrou no negócio com 1 Libra. Em um ano, o capital da organização chegou a 180 Libras. Em uma década, a organização já contava com 1.400 associados.
Com esse sucesso, a experiência foi difundida, primeiramente na Europa, com a fundação de cooperativas de trabalho na França, e de crédito na Alemanha e na Itália, depois, para o resto do mundo. Em 1881 já existiam 1.000 cooperativas que totalizavam 550 mil associados.
Hoje, o modelo é reconhecido legalmente no mundo inteiro como forma de organização. Até a segunda metade do século XX predominaram as cooperativas ligadas à agricultura. A partir de então, com o crescimento das cidades e a emergência de maiores problemas sociais nesse espaço, houve a expansão das organizações de trabalhadores urbanos. Só nos Estados Unidos há mais 150 milhões de pessoas que participam de cooperativas. Isso representa 60% da população. Na Alemanha, 80% dos agricultores e 75% dos comerciantes estão organizados desta forma.
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