No Brasil, considera-se o ano de 1847 como o início do movimento no País. Foi quando o médico francês Jean Maurice Faivre inaugurou a colônia Teresa Cristina, com inspiração nos ideais humanistas, junto com outros colonos europeus no Paraná. O movimento serviu de referência para as experiências futuras.
Assim, foi fundada em Minas Gerais, a primeira cooperativa agropecuária. Coube aos trabalhadores da Cia. Paulista de Estrada de Ferro, localizada em Campinas, criar a primeira no setor de Consumo. O padre jesuíta Theodor Amstadt deu início no Rio Grande do Sul ao cooperativismo no setor de crédito. Somente neste segmento existem hoje 2.300 organizações, que geram cerca de 115 mil empregos e possuem cerca de 2 milhões de associados.
O modelo chama a atenção para o fato de poder ser aplicável a qualquer área. É possível dizer que onde houver um problema econômico e social a cooperação pode ser uma solução. É comum, por exemplo, que empresas em processo de falência tenham seu controle passado para os trabalhadores, numa cooperativa de produção industrial. No setor de trabalho, reúnem-se pessoas para prestar serviços de forma terceirizada.
Se esse modelo surgiu como uma forma de resistência à exploração, em um contexto de luta de classes, hoje se apresenta como uma forma de lutar contra o desemprego. Em comum, nos dois momentos da história, é que podemos pensar o cooperativismo como uma forma de se enfrentar os problemas econômicos e sociais pelos quais passa boa parte da população.
 |